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O medo de desagradar não é algo novo.

Na verdade, pode estar inclusive relacionado a como nossa espécie conseguiu prevalecer por tanto tempo. Medo de desagradar pode, inclusive, ser considerado uma forma de empatia. É um modo de dar ao outro o que você acredita que o outro deseja. Mas tem um grande “porém” aí.

Quando você tem muito medo, paralisa.

Imagine essa paralisia como sendo uma forma de intoxicar e incinerar a sua própria vontade, desejo e personalidade. Pessoas com um forte medo de desagradar acabam se anulando. E você? Onde você fica? O outro lado da moeda, porém, é o típico “arrogante”, aquele que não tem medo algum de desagradar. E, por vezes, acaba desagradando muito e causando problemas sociais para si.

Mas, afinal, qual a resposta certa?

O Que Te Impede de Desagradar?

Às vezes é dando um sorriso ao outro que seu medo de desagradar faz o seu sorriso se perder.
Às vezes é dando um sorriso ao outro que seu medo de desagradar faz o seu sorriso se perder.

Vamos pensar num Uber.

Numa mulher, que vamos chamar de Ana, que está indo de Uber para o trabalho. Por algum motivo, a Ana começa a receber assédios verbais do motorista. Incomodada, vira o rosto para a janela e tenta não puxar assunto. Mas, ao mesmo tempo, não consegue deixar de responder “obrigada” quando o Uber faz algum elogio sobre ela.

A Ana está incomodada.

Na verdade, ela deve estar aterrorizada e rezando para que este momento passe e que ele “não faça nada” com ela. Essa é uma questão bem mais profunda do que apenas o que explico aqui. Mas se formos analisar somente pelo lado do medo de desagradar, qual a motivação da Ana para falar o que realmente pensa? O que impede a Ana de desagradar um desconhecido que a está incomodando?

E esse é o núcleo principal.

Se você descobre este motivo, acaba encontrando uma pequena raiz que se expande e vai longe em direção à sua forma de agir e pensar sobre o outro. Agradar o outro é sim importante, afinal, é através da empatia e das relações sociais que construímos grupos, empresas e governos. É através da socialização que construímos nossa vida.

Mas “não é não” e é bom saber usar.

E isto não vale somente para mulheres. O medo de desagradar pode atacar em qualquer situação social. Por exemplo, para chefes exigindo tarefas muito aquém das atribuições de seus funcionários. Também vai além até mesmo nos grupos da faculdade onde apenas uma pessoa faz o trabalho e, com medo de desagradar os outros, acaba “deixando o nome” daqueles que nada fizeram (e que receberão a nota mesmo assim).

O que fazer nesse sentido?

O principal ponto é o seu próprio conforto. Se você está na praia e alguém te aborda tentando vender algo, você vai deixar a pessoa incomodar você e sua família porque ela está “trabalhando”? A pergunta não é sobre atrapalhar, é sobre espaço pessoal e sobre incômodo. Te incomoda que alguém invada seu espaço? Até que ponto você tolera que seja desrespeitado antes de agir?

Se esse medo irracional te prender, é preciso agir.

E a prisão pode ser simples ou completa e absurda. É necessário julgar e analisar cada situação onde o medo de desagradar tem um papel nas nossas vidas. Prisões possuem várias formas e, muitas vezes, até tomam abrigo em nossas relações pessoais, ajudando inclusive que você tenha uma amizade vampira.

Será que sua prisão é uma amizade vampira?

O Medo de Desagradar Que Te Prende.

Quantas vezes você fez alguma atividade sem gostar apenas para agradar o outro?
Quantas vezes você fez alguma atividade sem gostar apenas para agradar o outro?

A liberdade de uma pessoa é medida pelo tamanho de sua prisão.

O garçom foi um babaca com você. Extremamente mal educado, derramou cerveja no vestido da sua colega da mesa e ainda anotou pedidos errados (que vieram na conta ao final). Tudo bem, ele pode estar num dia ruim. Ele pode estar se sentindo mal e ter um milhão de coisas rolando na cabeça dele e somente seguindo uma vida robotizada sem propósito.

Mas você tem medo de desagradar não pagando os 10%?

Nos Estados Unidos há uma cultura diferenciada para trabalhos de garçom nos estabelecimentos. Normalmente eles são pagos com as próprias gorjetas. Isso significa que sua gorjeta é o salário dele. E a falta da gorjeta pode significar que ele não vai receber nada. Ou seja, você não paga por “taxa de serviço”, você literalmente paga pelo trabalho do garçom. É até anti ético não pagar uma boa gorjeta de 20% por lá.

Mas no Brasil é diferente.

Pagamos por qualidade, pagamos por atendimento, pagar para sermos fidelizados como clientes. E talvez esta pergunta te faça refletir. Quantas vezes você já negou pagar os 10% da taxa de serviço em um estabelecimento? E, mais importante ainda, quantas vezes o medo de desagradar te impediu de remover essa taxa? A questão principal é de se sentir bem. Se, por algum motivo, ao sair do estabelecimento, você ficou pensando que “deveria ter” não ter pago, então o medo de desagradar te atacou.

E como driblar isso?

Normalmente as mulheres são mais inteligentes no aspecto emocional enquanto que os homens são mais inteligentes no aspecto racional. São esferas diferentes e complementares. Para uma mulher é até mais difícil de negar a gorjeta por culpa do medo de desagradar. É simples: ela não quer conflito, não quer briga e também não deseja fazer o mal ao outro (mesmo que isso signifique fazer mal a si mesma).

Porém, aqui vem a dica importante.

Se você sabe que você vai se sentir mal depois, que tal evitar isso? Que tal assumir os dois lados da moeda? Tentar parar de pensar um pouco no outro e pensar no seu sentimento ruim de arrependimento. Se a sua conta fechar em R$200 num restaurante, tenho certeza que pagará R$20 feliz para o garçom que te atender bem. Mas esses R$20 serão uma fortuna que ficarão martelando na sua mente se você pagar sem vontade.

O arrependimento é uma dor terrível de tóxica.

A solução pode não ser fácil e você não precisa encarar de frente, mas somente com a força que possui. E adapte isso para a situação que achar necessária. O medo de desagradar unido do medo do confronto podem ser uma arma terrível para a ansiedade. Então aqui vai uma solução simples: reduza o contato e a reflexão da situação ao mínimo possível.

O que vai desagravar mais?

Desagradar ao outro agora ou desagradar a você por não ter feito o que “deveria”? Junte suas forças, não pense muito e fale para seu Uber “não tenho interesse de conversar, obrigada(o)”. No restaurante, vá pagar no caixa (longe do garçom que te atendeu) e diga ao caixa que vai pagar sem os 10%. Problema resolvido. Talvez você deseje remover seu medo do confronto também. 

Mas, para isso, faça o que achar necessário (e possível).

A Falta do Medo de Desagradar.

Será que a ausência do medo de desagradar nos dá uma vida mais tranquila?
Será que a ausência do medo de desagradar nos dá uma vida mais tranquila?

E qual o outro lado da moeda?

Pessoas que não tem medo de desagradar, andam de cara fechada e até causam uma aura de medo nas pessoas ao seu redor. De forma similar, a falta do medo de desagradar é inconsciente. É algo que podemos aprender a lidar com bastante autoconhecimento, mas não é algo que acontece do dia pra noite. Reações instantâneas ainda seguirão seu padrão, seja ele agradar ou não.

E existe o exemplo de um amigo meu.

Algo simples aconteceu. Indo à barbearia e após esperar um tempo, um dos atendentes veio até ele e perguntou “você tem preferência pelo barbeiro?”. A sua resposta, num momento de concentração, foi singular: “não, só quero ir embora logo”. Una isso a uma cara de “poucas amizades” e, de repente e sem querer, ele acabou de causar medo no barbeiro. O resultado?

Durante todo o corte ele tentou reverter.

Conversou e até contou piadas, mas o barbeiro parecia agir nervoso, como quem estava exatamente com medo de desagradar. Enquanto ele, sem esse mesmo medo, apenas queria que seu corte ficasse perfeito. Ficou uma porcaria, pra ser sincero, mas ele entende o lado do barbeiro e respeita isso. Não é por vontade própria que pessoas sem medo de desagradar causam esses efeitos.

O que fazer nesses casos?

Paciência e, principalmente, resiliência emocional em entender que as emoções dos outros possuem um papel absurdamente importante nas relações sociais. Pessoas sem medo de desagradar costumam iniciar diálogos sem dar bom dia, boa tarde ou boa noite. E, pior ainda, ficam sem paciência com esse tipo de diálogo. São exatamente o oposto daqueles que possuem esse medo de desagradar.

Se colocarmos a mesma situação do Uber aqui,

podemos imaginar uma mulher que, ao mínimo sinal de assédio, simplesmente irá falar “cale sua boca se não vou chamar a polícia e denunciar você na Uber”. Costumam ser pessoas mais racionais e que agem sempre procurando a resposta mais lógica que tenha ganhos para ambos os lados. Se alguma relação fica desigual, este tipo de pessoa fará o necessário para contrabalancear.

E não é por desagradar que gostam disso.

O excesso de confiança acaba colocando essas pessoas em saias justas até em sua motivação no ambiente de trabalho. Similar a quem tem medo de desagradar mas no espectro oposto, a falta desse medo acaba isolando os indivíduos, que talvez até se acostumem com isso. Mas se não acostumarem, precisarão de uma dica simples para começar a despertar seu lado “mais humano” e interagir melhor com o outro.

E a dica é: dê bom dia.

Dê bom dia e, simplesmente, pergunte sobre o outro. Tente entender, a cada pessoa que conhecer, um pouco sobre a vida dela. Procure um ponto de interesse em que você consiga, de fato, se importar com o outro. Pessoas assim não são desapegadas ou sem sentimentos, mas simplesmente demoram mais para confiar e querer interagir com os outros.

E, por fim, qual a dosagem exata se temos dois extremos?

A Dosagem Exata do Medo.

Prepare-se: o medo é necessário e você precisa aprender a dosar.
Prepare-se: o medo é necessário e você precisa aprender a dosar.

Autoconhecimento e arrependimento.

Essas duas palavras resumem a nossa conversa num nível extremo. Se você possui conhecimento suficiente para entender o seu medo de desagradar, então se torna mais fácil dosar. O medo de desagradar é bastante útil para nos ajudar a ter melhores relações sociais.

Ao mesmo tempo, excessos são nocivos.

Em alguns momentos, é importante saber não somente reduzir seu medo de desagradar, mas ter a completa consciência e desejo de desagradar o outro quando seu espaço é invadido. Da mesma forma, é preciso ter cuidado e simpatia com aqueles ao seu redor para não ter problemas sociais.

Logo, o medo de desagradar é positivo e negativo.

É como grande parte do autoconhecimento, apenas mais uma faceta que vai nos ajudar a ter maiores resultados em nossa vida. Conforme você vai desenvolvendo, vai ficando mais fácil de lidar com tudo isso. O que podemos fazer então? Testar. Somente isto.

Se você sempre agradou, como seria desagradar?

É, que teste estranho, não é? Já pensou ter a clara intenção de desagradar alguém. De ser “mal educado” ou algo similar. Sim, mas essa é a real sugestão. Somos apenas um fruto daquilo que nos acontece mas, principalmente, do que entendemos e aprendemos do que nos acontece. E se algo nunca chegar a te acontecer, como você fará para aprender?

Não, não precisa gritar com ninguém.

E, se você estiver no lado oposto (falta do medo), não precisa dar chocolate para um estranho. Tudo que você precisa é sair um pouquinho da zona de conforto. Quem sabe não dar um “obrigado” ou, pelo contrário, dar esse obrigado que você nega. Pouco a pouco você vai descobrindo um pouco mais sobre seus medos ou a falta deles.

E eu te convido para outra possibilidade.

Possibilidades de conseguir se tornar auto sustentável em seu autoconhecimento, em poder ser protagonista do seu destino. Te convido para participar de desafios pessoais que te ajudarão a se desenvolver e a crescer como indivíduo. Te convido a acessar meus cursos gratuitos do Alô Evolução.

Basta aceitar o Desafio 21 Dias Aqui.


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