Autoestima baixa? Guia para reconhecer atitudes e virar o jogo

Uma bomba relógio está prestes a explodir quando você ignora ou aceita viver com sua autoestima baixa. Isso porque, você pode até disfarçar e mostrar para os outros que está bem e feliz. Mas a verdade é que por dentro existe um aperto no peito, uma tristeza e um sentimento de que algo não vai bem.

Então, por trás de uma pessoa calma, confiante e cheia de esperança está alguém que morre de medo de refletir e agir sobre seus problemas pessoais. Ou seja, alguém que acredita ser incapaz de escolher e construir os caminhos que deseja viver.

Alguém que não acredita em si mesmo. Que não acredita ser capaz de conquistar seus sonhos e objetivos.

Aos poucos, a insatisfação e falta de propósito tomam conta de você e é natural sentir-se cada vez menos confiante de que pode virar o jogo.

No entanto, estou aqui para dizer que isso pode mudar e só depende de você. Não digo que é fácil, mas reforço que só depende de você.

Para que consiga começar sua reação e construir uma boa autoestima, convido você a me acompanhar na leitura deste artigo.

O que é autoestima baixa?

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”Nosso respeito próprio acompanha nossas escolhas. Cada vez que agimos em harmonia com nosso Eu autêntico e nosso coração, conquistamos nosso respeito. É simples assim. Cada escolha é importante.” – Dan Coppersmith

Dessa maneira, ter baixa autoestima significa acreditar que você é incapaz de fazer ou conquistar algo que queira. Nesse sentido, saber que não pode contar consigo mesmo. 

Em outras palavras, é acreditar que você não é capaz de conquistar e viver o que deseja.

Como resultado, não consegue olhar para o passado com prazer e vive sem esperanças de um futuro melhor.

Loucura né? Afinal, se você não puder contar consigo mesmo, contará com quem?

Alguns comportamentos costumam ser comuns entre pessoas com baixa autoestima. Entre eles estão:

  • Falta de confiança: “eu não sou bom o bastante”, “não consigo fazer isso” ou ainda “tudo o que eu faço dá errado”.
  • Culpa: constante sentimento de que tudo o que acontece é por sua culpa.
  • Ódio de si mesmo: “sou inútil”. “eu me odeio”.
  • Autoimagem ruim: “sou feio”. “eu sou gordo”. “eu sou magro”. “sou alto”. “sou baixo”.

Então, dia após dia, você reforça em sua mente a crença de que é inútil e incapaz de agir.

Daí em diante, é preciso muito cuidado. Isso porque, você pode estar pisando próximo às fronteiras da depressão.

De onde vem a baixa autoestima?

Photo by Pawel Czerwinski on Unsplash

Antes de mais nada, você não nasceu com a autoestima baixa. Certamente, alguns acontecimentos somados foram minando a sua autoimagem no decorrer da infância, adolescência e vida adulta.

Sendo assim, os principais motivos para desenvolver uma baixa autoestima são:

Críticas na infância

Quando uma criança sofre constantes críticas em ambientes que convive, pode facilmente interpretar e acreditar que não é inteligente ou bonito o suficiente para ser aceito e amado pelos outros.

Ou seja, sem que essa necessidade básica seja atendida, pode crescer com um profundo sentimento de vazio interior. Da mesma maneira, desenvolve um forte anseio por aprovação, aceitação e amor.

Essas marcas costumam se manifestar na vida adulta por meio de sentimentos como apego, carência e baixa autoestima.

Desconfiança

Igualmente ao tópico anterior, a desconfiança também costuma começar quando ainda somos crianças. Você se lembra de alguma vez ter escutado seu pai ou mãe dizendo: “não converse com estranhos e nunca confie nos outros”?

No entanto, o problema desse discurso é que também aprendemos a não confiar em nós mesmos. Sem essa confiança, somos facilmente dominados por crenças limitantes. 

Assim, crescemos com elas em nossas mentes. O resultado é que passamos a pensar e  agir de forma irracional, por conta de crenças que nos limitam.

Culpa

Acreditar que algumas situações aconteceram por sua culpa pode acabar com sua autoestima. Assim como a maioria dos ofensores da autoestima, o sentimento de culpa também pode começar na infância.

É comum casos em que crianças se sentem culpadas quando os pais brigam com frequência ou se separam. Ou seja, os filhos podem acreditar que são os motivos para brigas ou separação dos pais.

Medo

Um dos sentimentos que cresce à medida que despenca sua autoestima é o medo.

Todos nós em algum momento da vida já sentimos medo e os vários desconfortos que vem junto com ele.

Contudo, aqui estou falando de um medo mais específico. O medo de não ser amado e aceito pelos outros. 

Então, o medo de ficar só passa a acompanhá-lo em todas as áreas de sua vida. Como resultado, algumas abordagens reativas podem surgir.

Por exemplo, acreditar que fazer algo perfeito, fará com que as pessoas gostem mais de você. Ou ainda, fazer de tudo para chamar atenção e assim, sentir-se amado.

Por fim, o medo da solidão, da falta de amor e cuidado pode ficar sem controle durante uma depressão. Nesse sentido, o melhor a fazer é buscar o apoio de um profissional.

Pensamentos negativos

Uma das coisas comuns entre pessoas com baixa autoestima é que quando algo acontece, elas dizem a si mesmas: “foi tudo culpa minha”, “eu deveria ter feito de maneira diferente”, “eu sempre estrago tudo”, ou ainda “e se tudo der errado?”

Esses são alguns exemplos de pensamentos que podem com frequência atormentar sua mente e ignorá-los pode custar caro. Isso porque, o negativismo alimenta sua baixa autoestima. Da mesma forma, a falta de autoestima atrai cada vez mais pensamentos ruins.

Uma forma de detectar esse tipo de pensamento é escrever o que você está pensando quando alguma coisa dá errado ou incomoda você. Ou seja, a melhor maneira de acabar com pensamentos negativos é colocando consciência sobre eles.

Assim, você evita que pensamentos negativos acabem com a pouca autoestima que ainda resta a você.

Como sei se tenho baixa autoestima?

Como sei se tenho baixa autoestima?
Photo by Jessica D. Vega on Unsplash

A fim de ajudar você a descobrir como está sua autoestima, proponho que responda às dez perguntas a seguir. Antes de tudo, adianto que não existem respostas certas ou erradas. Pelo contrário, é importante que você seja honesto e sincero.

Só assim, descobrirá a verdade sobre como você vê a si mesmo.

  1. Minha experiência de vida me ensinou a gostar e valorizar quem sou e minhas escolhas?
  2. Tenho boas opiniões sobre quem sou?
  3. Eu cuido bem de mim?
  4. Gosto de quem sou?
  5. Eu dou tanto peso às minhas qualidades, habilidades e pontos fortes quanto dou às minhas fraquezas e falhas ?
  6. Me sinto bem sobre mim mesmo?
  7. Eu sinto que tenho direito a atenção e tempo de outras pessoas?
  8. Minhas expectativas para comigo mesmo não são mais rígidas ou exigentes do que minhas expectativas com relação a outras pessoas?
  9. Sinto que tenho o direito de receber coisas boas em minha vida?
  10. Eu sou gentil e encorajador comigo mesmo, ao invés de autocrítico?

Quando a maioria das respostas para as perguntas acima é “sim”, é provável que você tenha uma boa autoestima. Sendo assim, não deve encontrar dificuldades para respeitar e valorizar a si mesmo.

No entanto, se você sente que seu verdadeiro Eu é fraco, inferior ou deficiente de alguma forma. Se você está preocupado com incertezas e dúvidas. Se os seus pensamentos sobre si mesmo costumam ser rudes e críticos.

É muito provável que sua autoestima esteja baixa.

O impacto da baixa autoestima

O impacto da baixa autoestima

Então, conforme falei antes, autoestima é a opinião geral que você tem a respeito de si mesmo. Ou seja, como você se julga, avalia e se valoriza como pessoa.

Portanto, a seguir falarei sobre os impactos que a baixa autoestima pode gerar em sua vida. Dessa forma, terá oportunidade de refletir sobre as opiniões, pensamentos e sentimentos que são alimentados todos os dias em você.

O impacto da baixa autoestima na pessoa

Crenças negativas sobre si mesmo podem surgir de várias maneiras. Então, nesse momento peço que pense em alguém que você conheça e que tenha baixa autoestima.

Claro que, se esse for seu caso, você pode pensar em si mesmo. Mas, recomendo que pense em outra pessoa. Isso porque, quando você pensa em outra pessoa, atinge uma visão mais clara, distante do problema real.

Assim, pense na pessoa que escolheu. Tente se lembrar das últimas vezes em que vocês se encontraram. Agora pense porque você escolheu essa pessoa.

O que aconteceu para que ela viesse à sua mente? Como essa pessoa é? Você costuma sentir-se bem ao lado dela? Como você sabe que essa pessoa tem baixa autoestima?

Busque pistas no que essa pessoa costuma aparentar e dizer.

Por exemplo, você com frequência ouve muitas autocríticas ou desculpas? Ele ou ela parece triste? Farto? frustrado?

É provável que você descubra que sinais de falta de autoestima podem ser encontrados em diversas áreas e situações da vida.

Pensamentos e discurso sobre si mesmo

O que você costuma pensar e dizer sobre si mesmo?

Preste atenção em como você critica, censura e dúvida de si mesmo. 

Alguém com baixa autoestima não dá muito valor a si mesmo, ignora todas suas qualidades e se concentra apenas em suas fraquezas e falhas.

Comportamento

Com frequência, a falta de autoestima pode ser percebida através do comportamento de uma pessoa em situações do dia a dia. 

Nesse sentido, algumas atitudes como dificuldade para dizer o que pensa e sente, evitar desafios e oportunidades da vida são comuns. No entanto, fique atento a outras pequenas pistas como:

  • Postura curvada;
  • Cabeça baixa;
  • Dificuldade de manter contato visual;
  • Voz abafada;
  • Ansiedade.

Emoções

Esteja atento a sinais de tristeza, ansiedade, culpa, vergonha, frustração e raiva.

Estado físico

Antes de tudo, é preciso dizer que seu estado emocional tem o poder de influenciar como você se sente fisicamente. Assim, emoções ruins podem resultar em desconforto físico.

Fique de olho em sinais de cansaço, falta de energia ou tensão.

O impacto da baixa autoestima na vida

Além de afetar diversos aspectos de sua vida pessoal, a baixa autoestima também pode prejudicar alguns aspectos gerais de sua vida.

Estudos e trabalho

Normalmente percebido através de baixo desempenho, fuga de desafios ou talvez um perfeccionismo e esforço absurdo por medo de fracassar. Pessoas com baixa autoestima possuem dificuldade de dar crédito a si mesmas por coisas boas que fazem.

Relações pessoais

É comum que pessoas com falta de autoestima sejam sensíveis a críticas e opiniões dos outros. Sendo assim, desenvolvem excessiva vontade de agradar os outros a qualquer custo.

Por fim, podem acreditar que se não agirem dessa maneira, não serão aceitos pelas pessoas que estão a sua volta.

Atividades de lazer

O seu lazer também não está seguro.

Pessoas com baixa autoestima evitam atividades que possam ser julgadas pelos outros, por exemplo, festas e eventos sociais ou qualquer outra atividade que possa gerar desconforto, insegurança e medo. 

Cuidados pessoais

De maneira idêntica, os impactos também podem ser vistos na forma como alguém cuida de si mesmo. 

Assim, a falta de autoestima pode levar você a ignorar problemas e desconfortos, adiar cuidados pessoais, criar hábitos e vícios ruins, não ter prazer em se arrumar ou presentear a si mesmo.

Por certo, saber o que é baixa autoestima e como ela pode se manifestar em sua vida, ajudará você a encarar e reverter o jogo. Ajudará você a confiar e acreditar que você é capaz de construir e conquistar qualquer coisa que queira em sua vida. 

Espero que este artigo possa ajudar você a melhorar sua autoestima e atingir o próximo degrau da vida que deseja viver. Se você conhece pessoas que também sofrem com esse mal, compartilhe este artigo para que elas também possam crescer e evoluir.

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