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Já parou para pensar sobre o poder da invisibilidade que assumimos ter quando nos ausentamos do grupo social ao colocar um celular na nossa frente? Criamos uma espécie de capa de invisibilidade, uma forma de desaparecer e entrar no próprio mundo fazendo o que bem entender. De forma análoga, este é o mito do Anel de Giges.

E este artigo é para você se você quiser:

  • refletir sobre a ética da prática da “invisibilidade” nas nossas vidas.
  • perceber a adaptação moral e prejuízos de usar o Anel de Giges.
  • entender melhor sobre o mito do Anel de Giges com analogias atuais.

Para ser sincero, todos nós em algum momento acabamos fazendo isto. Antes dos celulares existirem, também tínhamos o mesmo costume. Nosso corpo fala o que nossa mente pensa. E a utilização de objetos para disfarçar nosso desconforto já não é tão recente. Talvez seja interessante pensar nesta metáfora com as visitas ao dentista lá antes de 2010. Ou 2005.

Por que essas datas?

Lembra o que existia nos consultórios odontológicos? Uma cópia do Anel de Giges. Uma não, várias cópias. Elas estavam disfarçadas de Abril, Caras, Época e outras revistas famosas. Sim, as revistas dos consultórios não tinham o real sentido de te informar nem entreter, mas sim de quebrar o clima pesado que fica quando deixamos várias pessoas sem nada para fazer e olhando umas às outras.

Sabe o que ocorre nesse caso?

Nós sentimos o peso moral de sermos gentis e nos conectar e comunicar com o outro. E aqui entra o Anel de Giges. Segundo o mito, com ele é possível desaparecer, tornar-se invisível e não mais respeitar a necessidade moral. Será que você faz uso dele hoje? Quais seriam os malefícios de utilizar o anel? Isso você vai descobrir ao continuar acompanhando.

Origem do Mito do Anel de Giges

O mito do Anel de Giges possui enorme conotação na nossa realidade atual.
O mito do Anel de Giges possui enorme conotação na nossa realidade atual.

Você é muito inteligente, sabia?

Tanto é que existem estudos que mostram que o QI médio da população vem crescendo com o tempo. Podemos ver de forma clara a diferença de explicações em simples comerciais do começo do século passado se compararmos com os atuais. Tudo era bem mastigadinho e as explicações eram extremamente longas. Didáticos? Sim, mas até demais. Há um outro elemento bem importante nesses comerciais. Por exemplo, o vídeo abaixo de 1938 (em inglês) leva 10 minutos para explicar como funciona a suspensão dos carros.

Over the Waves - Chevrolet Suspension (1938)
Watch this video on YouTube.

Esses comerciais usam metáforas do que já existe.

Ou seja, é impossível introduzir um conceito novo sem que você explore conceitos já existentes na mente de quem está recebendo. O mito do Anel de Giges não é diferente. E na época da sua concepção por Platão (427-347 a.C.), Platão discutia e tentava entender a ética e moral. Queria saber como que um homem, alheio à justiça e invisível aos preceitos morais, reagiria.

Será que todo homem seria corruptível?

O que ele faria quando ninguém pudesse ver? Surgiu então o mito de Giges como uma forma da época para entender a moral baseado nos conceitos que já entendiam. O mito começa com Giges, um pastor que vê algo cair do céu e vai ao encontro desse algo. Chegando no local, encontra uma cratera e um gigante caído no centro. O gigante estava morto e nu.

Giges vai então ao encontro do gigante e vê um anel.

Tira o anel do dedo do gigante e põe no próprio dedo. Sabe, é importante analisar alguns “signos” (sentidos) da época para entender bem o mito do Anel de Giges. Um pastor, para a época, é tido como um homem honesto e de boa índole, um símbolo de moralidade. Um gigante representa a divindade e os mitos da época dos grandes heróis.

Daí então é a origem do anel: mítica e divina.

E não se preocupe, tomar as posses de quem está morto não era algo “errado” na época. Mas vamos continuar com o mito do Anel de Giges. O pastor Giges, após o evento, vai à uma reunião do reino para informar sobre suas colheitas. Então, gira o anel no sentido interno da mão. E percebe que as pessoas ao seu redor começaram a falar dele como se ele não estivesse lá.

Giges faz outros testes e consegue entender.

Quando ele gira o anel para o sentido interno da mão, ele fica totalmente invisível. Quando gira para o sentido oposto, volta ficar visível. Aqui entra o dilema moral de Platão: diante da impunidade e a falta de julgamento exterior, continuaria um homem com princípios morais? Segundo o mito, o Giges usa seu poder para seduzir a rainha, matar o rei e tomar o poder.

Simples assim.

Mas qual a relação disto com a forma de ficar invisível usando o smartphone nos dias de hoje? Afinal, não matamos ninguém e as pessoas ainda conseguem nos ver. A relação é bem tênue e, na verdade, é quase o contrário do mito do Anel de Giges. Isso porque os malefícios são, em maior parte, seus e não daqueles ao seu redor.

Apesar daqueles ao seu redor também sofrerem.

Usando o Smartphone Para Ficar Invisível

O novo Anel de Giges possui as mesmas funções: basta girar do bolso e você fica invisível.
O novo Anel de Giges possui as mesmas funções: basta girar do bolso e você fica invisível.

Você já ficou invisível?

Existe um momento marcante em que podemos perceber isto claramente. Você já fez algum comentário que deixou alguém desconfortável (ou presenciou) e, quase que imediatamente, a pessoa puxou o celular do bolso (ou da mesa) e começou a fuçar sem sentido? O objetivo é simples: apenas desaparecer.

Dar uma desculpa para sair da mesa mas sem sair.

Usamos isso como defesa de uma forma até inconsciente e despercebida. Ao mesmo tempo que desistimos de interagir com o outro, decidimos dar ao outro a responsabilidade moral de nos entreter. Percebe o quão egoísta isto é? Até um bocado narcisista, na verdade. Mas tudo bem, todos temos nossas características.

O principal problema é o efeito de longo prazo.

Por exemplo, o caso de quem acabou de tirar a carteira de motorista e evita, a todo custo, estacionar em vagas pequenas e difíceis. O motivo disto? O simples medo de “passar vergonha” em público. Seria ótimo ter um Anel de Giges nesses momentos, afinal, você poderia praticar a baliza tanto quanto precisasse.

Mas não temos e ficamos deficientes.

É absurda a quantidade de motoristas que, mesmo dirigindo há mais de 10 anos, continuam com medo de fazer baliza por, realmente, não saberem. Por nunca ter tentado de verdade resistir ao medo ou vergonha de ser um aprendiz. E usar o seu celular como se fosse o Anel de Giges possui problemas similares. 

Somos “bichos” sociais, entende?

Isso significa que a sociabilidade é uma característica que sempre vai ser benéfica de desenvolver. No entanto, quando decidimos puxar nosso Anel de Giges do bolso, decidimos fugir da baliza e desistir do embaraço de não ter total controle da situação. Ora, segundo a PNL, controla o sistema aquele que mais se adapta. 

E o quanto você controla neste caso?

Isto nos levanta à principal pergunta, que Platão já fez em sua época: é errado usar o Anel de Giges para ficar invisível e fazer o que bem entender? Isto é uma pergunta pessoal e depende bastante do que você fizer. O “compasso moral” é uma régua que vou te ajudar a entender na continuação.

É Errado Se Esconder Com o Anel de Giges?

Afinal, se você está desconfortável, qual mal existe em ficar invisível?
Afinal, se você está desconfortável, qual mal existe em ficar invisível?

Qual seu motivo para isso?

Você tá com medo? Você quer ir embora? Você deseja o quê neste momento? Usar seu celular para se esconder das pessoas ao seu redor não é “errado”, é apenas uma reação natural. Para você, no entanto, é importante analisar as consequências disto no curto e longo prazo. No curto prazo é simples: você enviará uma mensagem inconsciente que não gosta da presença do outro.

E a relação com o outro perderá alguns pontos.

E não, lamento informar mas você não consegue prestar atenção em ninguém enquanto está no celular. Sim, mesmo que você seja mulher, você não consegue. Os principais aplicativos que você utiliza possuem o trabalho de mil engenheiros para te manter em plena e total atenção. Se você usa o celular (Anel de Giges) como barreira contra o outro,

é o mesmo que tentar ouvir uma pessoa no meio de mil.

Já pensou nisso? O Anel de Giges te faz invisível assim como o seu celular. E eu te expliquei duas consequências desse uso. Você está de acordo em silenciar a pessoa que está falando na mesa? Se sim, então tudo bem, a relação é sua para manter ou desistir. Mas e no longo prazo? O que você fará quando não conseguir lidar com situações constrangedoras?

Por exemplo, por que não levanta e vai embora?

Você não é perfeito e não precisa ser. Utilizar o seu Anel de Giges (celular) para ficar invisível na mesa apenas vai retardar seu desenvolvimento social e prejudicar suas relações. Se você possui um desconforto e usa seu Anel de Giges, então você está apenas fugindo de algo que poderia desenvolver com autoconhecimento.

Então te pergunto: isso é errado? (responde nos comentários).

“O Que Você Faz Quando Ninguém te Vê Fazendo?”

Mais do que nosso espaço físico, nosso espaço virtual (celulares) exploram muito sobre o mito do anel de Giges.
Mais do que nosso espaço físico, nosso espaço virtual (celulares) exploram muito sobre o mito do anel de Giges.

Já parou pra pensar nisso?

De verdade, já parou para pensar na moralidade de poder usar um artefato mítico (como o Anel de Giges) para ficar invisível e poder fazer o que bem entender sem repercussão? O que você faria neste caso? Seria roubo se ninguém pudesse ver? Seria traição se ninguém pudesse saber? E é aqui que vamos abordar este tópico. O Anel de Giges é como nossos celulares que nos deixam invisíveis.

Nos deixam invisíveis na mesa de bar.

Mas também nos deixam invisíveis para nossa família, amigos e cônjuges. Existe aquela velha história sobre privacidade e confiança no celular do cônjuge, por exemplo. Muitas pessoas não mostram o celular ao outro e sequer se sentem confortáveis quando o outro chega perto das suas mensagens. Qual o motivo disto?

Seria o seu celular uma capa da invisibilidade?

Aqui entra a metáfora do mito do Anel de Giges: se seu celular é invisível ao seu compasso moral, então o que você faz com ele pode ser desaprovado para aqueles ao seu redor? Seu cônjuge poderia explorar 100% do seu celular e, ainda assim, continuar confiando em você? Ou será que suas ações estão fora do que você considera certo? 

E falo sobre “certo”, não sobre falta de confiança.

Algumas pessoas, mesmo estando tudo conforme a moral correta, ainda ficarão ansiosas e loucas por ver uma mensagem e interpretarão de uma forma negativa. É comum até, infelizmente, que as pessoas tenham uma baixa resiliência emocional e que não consigam ver o celular do outro. Parte por criar histórias na mente e parte por ciúmes exagerados.

Mas voltando ao tópico…

Seu celular está limpo e pode ser vasculhado sem problemas? De toda forma, todos nós temos algo que mantemos em total privacidade. Seja um site que visitamos ou uma pessoa que (ainda) falamos por algum motivo. Seja um jogo que não queremos que os outros saibam que jogamos ou até uma simples novela que temos vergonha de ver.

O mito do Anel de Giges é sobre isto,

sobre quebrar a moral quando não há consequências. Ou seja, na atualidade não significa roubar nem matar, mas sim esconder-se do que os outros podem pensar. Se você assistir às reprises da novela As Chiquititas, o que seu irmão poderia pensar? Para essa questão, no entanto, eu preciso apenas responder que tanto faz.

Você precisa ser um consigo mesmo.

Precisa entender que, por mais que a realidade tenha suas diferenças de opinião, o que é “imoral” ou “errado” às vezes é apenas uma percepção que você possui. Roubar continua sendo errado, mas se importar com que os outros pensam ao ponto de esconder seus gostos e desejos é apenas uma forma de limitar seu infinito potencial como ser humano.

E você pode usar a lei da atração para o seu bem.

Mas, para que isso aconteça, você deverá sincronizar na frequência correta que te dá felicidade e respeito a nível de poder expandir sua consciência e desenvolvimento pessoal junto com seu autoconhecimento. E, para isso, eu tenho um convite para te fazer. A missão do Alô Evolução é trazer conhecimento prático ao seu alcance. Uma forma que encontrei de te ajudar com isto é através das minhas Jornadas de Desenvolvimento gratuitas. 

Você aceita o desafio? Basta iniciar sua jornada aqui.


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